sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"Eu sei, tudo pode acontecer..."


Aqueles mesmos planos e sonhos que antes me questionavam tanto, hoje me desconsertam pelo simples fato de não serem mais tudo o que trago comigo. Sinto falta da presença, de me sentir confortável ao perceber que o mundo me esperava e que meus objetivos estavam tão acessíveis como nunca... Se soubesse que tudo acabaria assim, teria abraçado cada resquício de vontade que sobrava em mim.


Engraçado sentir falta do que nunca foi concreto e verdadeiro... aos olhos de quem observa, permaneço idêntica; só eu mesma percebo o vazio que está aqui dentro, só eu sei o quanto me incomoda não ter pra onde ir ou oq imaginar antes de dormir... Aos poucos, me despeço de alguém que não pude ser.


Ainda enxergo tudo com uma distância, até então, imutável. Assisto minha vida como um filme que não me interessa. Talvez não tenha mesmo o que fazer ou mudar. Talvez eu não faça parte do filme que inventaram pra mim...


Vamos lááá você ai que escreve essa história! me tira daqui enquanto há tempo!!! =\ mude o canal! Será que não rola um romancezinho ou até mesmo uma comédia simpática?!


Me sinto frustrada, pequena, "diluída e desiludida". O que mais me dói, é olhar para as pessoas que acreditaram no que eu sonhei um dia... O sentimento de gratidão à elas, distoa muito com oq eu pude oferecer na verdade. Eu sinto muito, de todo meu coração.


Meus motivos e apelos logo serão esquecido na imensidão de detalhes do tempo que passa tão, tão rápido. Quero que minhas palavras eternizem aqui tudo oq meu coração evita sentir, todas as intenções que eu engoli sem poder gritar bem alto. Queria chorar mesmo que seja através dos meus pensamentos... Hoje, prefiro a inquietude de planos infinitos à falta do que sentir e esperar.

Um comentário:

Fernando disse...

Amada sobrinha,
Parabéns pelas suas filosofias e meditações! Parabéns pelo seu blog!
Li seus textos e acredito que você está perto de escrever um livro. Por que não? Já pensou nisso? Como que você acha que um escritor famoso inicia a sua profissão? Você tem muitas qualidades, é claro, e expor suas idéias dessa forma, como você expõe, é uma qualidade e tanto! Experimenta! Manda ver! Arrisque! Novamente, por que não? Aí você pode perguntar: mas sobre o quê eu escreveria? Exatamente sobre essas meditações, pensamentos e sentimentos que você tem escrito, que abordam sobre: o comportamento; as relações humanas; a conduta, as atitudes e reações do indivíduo em face do meio social; as atitudes recíprocas entre as pessoas; a capacidade, em maior ou menor grau, de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com os seus semelhantes. Aí você torna a perguntar: mas como? Não tenho experiência de vida pra escrever sobre isso! Você pode não ter ainda toda a experiência necessária para isso, mas possui um enorme poder de observar e perceber tudo isso. E ninguém escreve nada sem pesquisar, sem investigar, sem apurar, sem estudar sobre aquilo que está escrevendo. Portanto, querida sobrinha, não tem desculpas! Na minha opinião, você tem capacidade para isso e, acredito, que terá paciência também, apesar da idade.
Vocês, da Pradolândia, são muito sensíveis, sentimentais, delicadas. E a vida não só apresenta momentos assim pra todos, mas apresenta, também, momentos difíceis, complexos e de sofrimentos em que devemos racionalizar e encarar! Lembre-se: “O primeiro passo na busca da felicidade é aprendermos a colocar inteligência nas nossas emoções.”
Tenho certeza de que jamais esquecerá em sua vida desses momentos que você se dedica na redação do seu blog. São momentos intensos pra você! E podem ser também pra muitas pessoas. Quem sabe Deus já não te iniciou nessa trilha de escritora, hein? ;) Ele pode estar apenas te aguardando bater o martelo. “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Daí momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis, pessoas incomparáveis.”
Estou torcendo pra você!
Deus te abençoe! Beijos!
Fernando.